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terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Despertar dos Chakras pela Kundalini


A kundalini é como uma Lótus. O aumento do número de pétalas, numa ordem crescente, pode ser entendido como um crescendo de energia ou freqüências vibratórias de cada Chakra. As letras em sânscrito normalmente inscritas nas pétalas indicam as vibrações e também representam as intensidades variadas das energias que trabalham em cada Chakra.
De acordo com o Gandharvatantra , a Kundalini se movendo do Muladhara até o chakra Anahata, brilhando como ouro derretido, é conhecido como Kundalini Fogo; do Anahata ao Visuddha, brilhando como um milhão de sóis, como Kundalini Sol; do centro do Visuddha até o fim do Sushumna-nadi, lustroso como um milhão de luas, como Kundalini Lua. O aspecto da Kundalini que está além do Sushumna torna-se supraconsciente, abraçando todas as formas de sons e de luz.

A importância dos Chakras se encontra na função que eles possuem no momento em que a Kundalini, elevando-se através do canal Sushumna em direção ao topo da cabeça, toca cada um deles em sua jornada. Em cada fase, a energia é representada por um elemento numa ordem crescente: terra, água, fogo, ar e éter.

Cada um destes cinco vórtices significam uma nova qualidade e cada um é, ao mesmo tempo, uma extensão e uma limitação do outro.
A energia Kundalini não sobe numa explosão em uma linha reta. Em cada estágio é ativado um aspecto diferente de energia. Em cada Chakra, esta ativação promove transformação. Nos ensinamentos tântricos, a purusha só é sentida a partir do quarto chakra Anahata. Purusha é a essência do homem, o homem supremo. Assim, em reconhecimento aos sentimentos e idéias, a pessoa vê a purusha. Este é o primeiro vislumbre que o ser tem de algo que está contido nele mesmo mas que é maior e mais importante do que ele e que possui uma existência puramente psíquica.

O traslado do Anahata até o quinto chakra Visuddha leva-nos ao reconhecimento de um 'fato psíquico' . O elemento éter relacionado com o Visuddha é colocado acima dos outros cinco e os transcende. A presença da sílaba OM dentro do triângulo interno de Ajna o sexto chakra é uma indicação clara que o simbolismo associado é o da origem do começo de todas as coisas e o seu fim. OM está na mesma posição que as vibrações sônicas da qual todas as coisas emergem e que devem, eventualmente, ser absorvidas no final do ciclo cósmico. Os elementos e os outros símbolos associados dentro de cada vórtice devem ser compreendidos como se referindo às polaridades positiva e negativa dentro da personalidade. À medida que a Kundalini sobe para os planos dos outros centros, o iniciado experiencia uma interação de experiências visionárias, com sensações de som, luz e cores.
No nível do sexto Chakra, Ajna, o centro entre as sobrancelhas, o funcionamento dialético da personalidade é controlado por meio de uma força de comando que pode harmonizar as energias. Isto é equivalente ao Processo de Individuação difundido por C.G. Jung, quando o indivíduo transcende todas as barreira interagindo com sua personalidade. Na Kundalini -yoga o iniciado aprende, sob a supervisão de um guru, a equilibrar o processo dialético dos chakras inferiores. Uma vez que o equilíbrio é alcançado, a individuação psíquica resulta como uma forma completamente nova de consciência.

O sétimo e último chakra, não está associado a nenhuma cor, elemento ou som. Ele possui 1000 pétalas e conquistá-lo é conquistar o mundo de Brahma onde a liberação total está simbolicamente localizada.

Terminando a sua jornada no chakra Sahasrara, a kundalini Sakti que possui o brilho de um relâmpago e é composta por três gunas (qualidades), retorna ao seu local de descanso, o Chakra Muladhara.

O tempo que um aspirante deve permanecer em cada chakra depende de seu apego e ação karmica. O chakra raíz Muladhara, o quarto chakra Anahata, e o quinto chakra Ajana são os grandes obstáculos para a ascensão da Kundalini. Três chakras estão associados com o nós (granthis) de Brahma, Vishnu e Rudra , e com os bloqueios psíquicos chamados lingas ( o linga Svayambhu, Bana e ltara respectivamente). A palavra sânscrita lingam é derivada de raízes de dissolver e sair (deixar ir). Limpar o nó de Brahma é se estabelecer na totalidade; limpar o nó de Vishnu é perceber a existência de um pricípio universal; e limpar o nó de Rudra é conquistar o estado não-dual, a realização da unicidade da paz universal.

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